terça-feira, 27 de maio de 2008

Meu sobrenome é confusão, muito prazer!

Passei o feriado inteiro praticamente de cama e ainda tô cansada. Se meu pique baixar mais chega ao inferno. Só que com isso acabei não fazendo o que deveria e sinto que mais uma vez não produzi nada durante meu tempo livre. É uma sensação fantástica, mas amanhã eu estarei perdendo chumaços de cabelo lembrando das coisas que eu já deveria ter feito.

Também tô chateada com algumas coisas e uma delas é essa indisciplina que me assola diariamente. De uns tempos pra cá me tornei assim: desorganizada e indisciplinada. O que é muito frustrante pra mim pois quando eu começo a lembrar de coisas que perdi por conta disso bate um desespero básico...

Eu odeio qualquer tipo de pressão e valorizo muito minha liberdade de escolha, mas é aquela coisa; uma pessoa que sempre faz o que quer tende a se perder dentro de sua infinita liberdade. Chega uma hora que você começa a perceber que está andando em circulos igual a uma idiota. Só que eu tenho limites, sou muito responsável e sempre faço o que tenho que fazer. Mas faço como e quando eu quero (geralmente em cima da hora), e tenho, ou melhor, tinha, sérios problemas para receber ordens ou obedecer alguém, coisa que ando sentindo falta por mais estranho que possa parecer pra uma pessoa que nunca deixou que ninguém a controlasse. Nesse momento eu preciso que alguém tente mandar em mim!

Eu gosto de ordem, mas isso só tem funcionado na minha cabeça, já na prática a coisa trava. O que é muito estranho, porque eu sou virginiana. A única que conheço que não consegue manter as gavetas, o quarto e tampouco a cama organizada. Eu sou, ou me tornei, aquele tipo de pessoa que vive correndo porque não sabe administrar o tempo, que tem problemas pra seguir rotinas e respeitar prazos, e que se atrasa porque não acha nada na bagunça que cria.

E nos estudos? Só pra ter uma noção passou quase um semestre inteiro da faculdade e eu ainda não comprei um caderno. Eu escrevo as matérias em folhas soltas, quando escrevo, que depois desaparecem. Esses dias me surpreendi quando fui vestir uma calça e achei uma matéria de aula dobrada no bolso do jeans. Isso tudo anda me irritando muito, porque eu tenho plena confiança na minha capacidade,nos meus talentos, mas esse lado rebelde atrapalha tudo. Hoje em dia por exemplo, eu poderia estar formada se não tivesse abandonado duas faculdades antes do 1º semestre, poderia ter feito outros cursos, poderia ter me dedicado a um único caminho e estar tranqüila nele. Só que eu sei lá por que caralhos eu sinto um comichão que me faz iniciar uma porrada de coisas mas não finalizá-las.

Claro que tem a parte positiva, como tudo na vida. Porque por exemplo não há nada mais chato do que uma pessoa com mania de organização e eu também aprecio esse meu lado impulsivo, que me impede de levar adiante uma situação que já não me estimula mais apenas por conveniência ou medo de mudar.Só que não dá pra deixar de se sentir frustrado quando parece que você está sempre começando do zero.

Mas eu ainda espero que isso seja uma fase que passa e que com uma vida mais regrada e menos problemas pra pensar, eu passe a me organizar. Porque ultimamente minha vida é o pico da imprevisibilidade. Não dá pra fazer muitos planos, e muitas coisas ficaram por fazer por conta disso.

E por isso tudo eu tô sentindo necessidade de re-aprender a me disciplinar, a abrir mão de parte da minha liberdade em função de obedecer regras e chegar a algum lugar. É um comprometimento, na verdade, do tipo, agora ou nunca.

3 comentários:

Fred Mitne disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cinthia disse...

Eu também gosto dessa idéia, mas quanto a acreditar em destino, sei não...rs

Michel Carvalho disse...

Olha, que chato seria ter o controle das coisas... mante-las parcialmente arrumadas, já é complicado, quiçá pre-estabeleciada, tbm no que se diz personalidade, atendendo um único pedido é, na minha opinião, desnecessário e autoritariamente cafona.